sexta-feira, 20 de maio de 2011

"A arte de declamar"

Existem momentos em que nos desprendemos da realidade e nos transportamos ao mundo da fantasia. E a poesia nos remete a isso.
Declamar uma poesia é ter o dom de transcender a realidade. O poeta quando escreve, imprime nos versos seus sentimentos mais íntimos, mais singelos. O declamador quando interpreta essas impressões vai além, pois acrescenta o seu sentimento ao sentimento do autor. De sua alma rebrotam vivências e ele torna-se parte da poesia. É como se falasse de si na terceira pessoa. É como se falasse bem mais do que as palavras ditas.
Declamar é a arte de ser único, individual e, ainda assim, falar ao coração dos que ouvem como se falasse de si. Frases fortes, lágrimas nos olhos e a emoção expressada pelos gestos e pelo tom da voz muitas vezes embargada pela emoção, são sintomas de que a poesia e seu interprete são um só.
Não raro, essa emoção se espalha e é possível ver nos olhos da platéia o brilho de quem se reconhece na emoção do declamador ou da poesia.


Na foto acima Waldemar Camargo gaúderio que passou alguns anos por Nonoai e deixou saudade em suas declamações no tempo das melhores reuniões da ATROL .
Declamador dono de um dos maiores acervos de prêmios do estado. Estudioso não só da declamação como da poesia. Um dos idealizadores do Bivaque da Poesia Crioula de Campo Bom. Entre os títulos que possui, podemos citar: FEGART (ENART), rodeios internacionais de Osório, Tramandaí e prêmios de melhor intérprete em Festivais. Inúmeros trabalhos gravados em CDs.




Confira Camargo declamando na Sesmaria da Poesia Gaúcha em Osório-RS durante a 13ª Quadra também foi apresentada esta poesia chamada O VELHO representando Porto Alegre.

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